Aless Teixeira - Artista visual
Cada escultura carrega a minha ancestralidade na solidez dos metais e a fluidez do pensamento criativo." — Aless Teixeira
Biografia
Nascido em Salvador (BA) em 1976 e criado no bairro da Liberdade (Curuzu), Aless Teixeira (Alessandro Teixeira) é um artista visual e escultor cuja poética une a força da matéria bruta à profundidade da ancestralidade afro-brasileira.
Herdeiro do legado de seu pai, o renomado mestre artífice Antônio Alexandre, Aless iniciou sua formação aos 16 anos no ateliê da família. Lapidando o domínio técnico das antigas confrarias de ourivesaria e metalurgia, o artista desenvolveu uma linguagem singular que une precisão formal, a herança das tradicionais joias de crioula, a ancestralidade e o design contemporâneo em esculturas metálicas.
Ancestralidade e Símbolos
A produção do artista carrega o pulso da cultura baiana e a reverência aos Orixás e entidades de matriz africana, eternizando o axé na matéria. Além de sua forte inserção no circuito de arte contemporânea e galerias, Aless é amplamente reconhecido pela criação de comendas e troféus de alto valor simbólico e cultural, assinando peças icônicas para instituições e veículos de comunicação, tais como:
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• Troféu Bahia Folia (Música do Carnaval de Salvador – TV Bahia)
• Troféu Música do São João (TV Bahia)
• Troféu Batalha dos Sanfoneiros (TV Bahia)
• Ilê Aiyê (Troféu Noite da Beleza Negra / Deusa do Ébano)
• Olodum (Troféu FEMADUM)
• Cortejo Afro
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A Poética da Matéria
A assinatura estética de Aless destaca-se pelo domínio profundo na manipulação de chapas e barras de latão, cobre, aço carbono e aço inox. Como marca registrada de seu processo criativo, o artista recusa o uso de tintas, permitindo que o metal revele sua verdadeira alma por meio de sua cor genuína, textura bruta, brilho polido e o tempo impresso na oxidação natural. Suas esculturas e instalações exploram traços minimalistas e formas orgânicas, contrapondo a rigidez industrial à fluidez poética.
Trajetória e Exposições
A obra de Aless Teixeira integra importantes acervos particulares e institucionais, consolidando-se como uma das vozes mais expressivas da escultura contemporânea brasileira. Sua trajetória inclui participações de destaque em museus e mostras de arquitetura e design:
Coletiva
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• 2022 — Encruzilhada — Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)
• 2023 — Brasil Futuro — Solar do Ferrão, Salvador
• 2024 — Último Lote — Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC-Bahia)
• 2024 — Casa Cor São Paulo — Conjunto Nacional, São Paulo
• 2026 — Casa Cor Bahia — Salvador